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Luiz Bras-Valério Oliveira

LUIZ BRAS

 

Luiz Brasil nasceu no dia 22 de abril de 1968, em Cobra Norato, pequena cidade da mítica Terra Brasilis. É ficcionista e coordenador de laboratórios de criação literária. Na infância ouvia vozes misteriosas que lhe contavam histórias secretas. Hoje coleciona miniaturas e gravuras de zigurates. Gosta de pensar que essas construções míticas, sagradas, simbólicas abrigam criaturas e mistérios do passado e do futuro. De nosso mundo e de outros. Espantou-se ao ver pela primeira vez, no Centro Espacial de Hooloomooloo, uma prótese neurológica conectada a um exoesqueleto. Agora está tentando resolver, na literatura, a mesma mistura de fascínio e medo que nossos antepassados sentiram ao domesticar o fogo. Só acredita em biografias imaginárias. E nos universos paralelos de Remedios Varo.
Venceu duas vezes o importante e impossível Prêmio Príncipe de Cstwertskst, na categoria romance (2010) e na categoria conto (2014).
Principais livros: Não chore (novela, Patuá, 2016); Subsolo infinito (Segunda edição, Patuá, 2016); Distrito federal (rapsódia, 2014), Pequena coleção de grandes horrores (minicontos, 2014) e Sozinho no deserto extremo (romance, 2012).

 

Contatos:

Skook de Algarobas Urbanas

 


VALÉRIO OLIVEIRA:

Valerio Oliveira nasceu no dia 21 de junho (solstício de inverno) de 1958, em Xanadu, capital de Grande Garabagne.  Durante toda a infância morou a cem metros do fabuloso palácio de verão de Kubla Khan. É poeta e vagabundo globalizado. Já viveu no subúrbio de Los Angeles, Buenos Aires, Praga, Madri, Milão, Lisboa, Cairo, Luanda, Cidade do Cabo, Nova Délhi e de outras dez capitais do Oriente. Gosta de orquídeas, Modigliani e Itamar Assumpção, de verdades noturnas e falsidades diurnas. Jamais foi passivo ou ativo, costuma ser apenas contemplativo. Ama a espiral congelada da fumaça do cachimbo. Não acredita em realismos ou surrealismos, somente no real e nas suas valiosas expansões. Não coleciona essências nem aparências naturais, prefere as artificiais. Só acredita em biografias imaginárias. E no poder transcendente do verso livre.

Principais livros: O ser humano na era de sua reprodutibilidade tática (Patuá, 2016), Todos os presidentes (Hedra, 2008) e Teto no piso (edição do autor, 2006).

 

 

 

 

 

Conheça 05 poemas do livro

 

Roubar um banco e fazer amor

 

Roubar um banco requer doses iguais
de contração e descontração, razão e tesão.
Uma jacuzzi e um filme erótico
.........também são bem-vindos.
Roubar um banco requer
.........um local aconchegante,
.........que estimule os cincos sentidos.
A temperatura deve ser agradável,
.........roupa demais atrapalha.
Todos os orifícios merecem
.........ser saboreados sem pressa.

Fazer amor paga muito bem,
.........se o líder for sagaz e a quadrilha,
.........discreta.
Armas não são indispensáveis,
.........força física e sangue frio são.
É preciso cavar um longo túnel,
.........trabalho sujo que leva semanas.
Como esconder dos vizinhos?
O que fazer com o entulho?
A parte mais difícil de fazer amor
.........é escapar e esconder o dinheiro.

 

***

 

SAC

Arbitrariedade ancestral
Não fomos consultados
se queríamos nascer,
nasceram-nos à força

Não seremos consultados
se vamos querer morrer,
morrer-nos-ão à força

Milênio após
milênio a natureza nos faz
reféns de um medonho serviço
de atendimento ao consumidor

 

***

 

O ser humano na era de sua reprodutibilidade tática


O mais infeliz dos brasileiros não tem cópias.
A mais infeliz das brasileiras também não tem cópias.
..........
São autênticos, se amam,
uma aura de fogo-fátuo abençoa sua união.
De que maneira ser feliz num país de reproduções?

1. Seja o original de muitas cópias
..........melhores que você.

2. Ou seja uma das muitas cópias melhoradas
..........de um original pior que você.

Não somos únicos, mas a felicidade do reflexo
..........não é o primeiro postulado
da sociedade do espelho?
..........Autenticidade pra quê?!

As cópias aperfeiçoam o original e sua biografia.
A reprodução tática eleva os clones a patamares
..........que o original jamais atingirá.

Que felicidade, encontrar no metrô,
..........no escritório, no restaurante,

no cinema, no parque, no supermercado, no bar
..........meus muitos eus
melhores que eu.
A aura? Ora, a aura... A autenticidade...
Ainda não dá pra comprar, entende?
..........Não dá, amigo!
Na era de sua reprodutibilidade tácita,
..........arrebatará o Nobel o primeiro porra-louca
que conseguir clonar a aura
..........do mais infeliz dos brasileiros,
..........da mais infeliz das brasileiras.

 

***

 

Querido Napoleão,



Palavra estrangeira
no texto brasileiro
precisa mesmo ser escoltada
por aspas?


Ou italizada?


Por que tamanha precaução
policial?


Nos aeroportos do país
o turista estrangeiro
por acaso desembarca escoltado
por aspas?

 

Ou italizado?

 

***

 

Eu e os outros


Um sósia é um alter ego?
Um alter ego é um heterônimo?
Um heterônimo é uma persona?
Uma persona é um duplo?
Um duplo é uma máscara?
Uma máscara é um clone?
Um clone é um sósia?
Qual a diferença? Sempre me perguntam,
querem uma boa resposta
mesmo sabendo que uma boa resposta
raramente fala a verdade.

Entre mim e eles, entre nós e os outros,
desconfio que a diferença não está no rosto,
na cor da íris ou no tom da voz.
Está nas entranhas, no fundo
mais profundo do furacão abissal
antigamente chamado de alma.
Está nas crenças, nos desejos,
na diferença entre dilúvio & covardia,
coragem & terremoto.

Um sósia é um alter ego?
Um alter ego é um heterônimo?
Um heterônimo é uma persona?
Uma persona é um duplo?
Um duplo é uma máscara?
Uma máscara é um clone?
Um clone é um sósia?
Qual a diferença? Sempre me perguntam,
mas tentar responder já é mentir
e mentir não é sufocar
todo o brilho do mistério?

 

***

 


SINOPSE - Distrito Federal:

 

O novo livro de Luiz Bras é uma rapsódia pós-moderna e futurista sobre a política e os políticos brasileiros; sobre demagogia e corrupção, eleições fraudadas e impeachments; sobre ambições públicas, vícios particulares e os meandros insólitos de nossas instituições democráticas; enfim, sobre sociologia, História, teoria dos jogos e teoria do caos, utopias e distopias, cibercultura e realidade virtual, filosofia da linguagem, cultura de massas e cultura popular (folclore).

São de Teo Adorno as catorze gravuras tupinipunks que ilustram o romance.

 

 

 


 

Livro: Não Chore

Autor: Luiz Bras

Gênero: Romance

Número de Páginas: 160

Formato: 14x21

Preço: R$ 38,00 + frete

 

 

 

 

 


 

 

Livro: Subsolo infinito

Autor: Nelson de Oliveira

Gênero: Romance

Número de Páginas: 200

Formato: 14x21

Preço: R$ 38,00 + frete

 

 

 

 


 

 

Livro: O ser humano na era de sua reprodutibilidade tática

Autor: Valério Oliveira

Gênero: Poesia

Número de Páginas: 80

Formato: 14x21

Preço: R$ 35.00

 

 

 

 


 

Livro: Distrito Federal

Autor: Luiz Bras

Gênero: Romance

Número de Páginas: 280

Formato: 14x21 - acabamento em capa dura

Preço: R$ 45,00 + frete