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Leandro Luz

LEANDRO LUZ

 

Autor do livro Por tudo aquilo que o tempo não cura, Leandro Luz nasceu em São Paulo, em dezembro de 76, mas cresceu no interior, numa pequena cidade na divisa com Mato Grosso do Sul e foi lá, no estado do pantanal, onde estudou Letras e onde começou, em 2001, a dar aulas para o ensino superior.

Foi lá que nasceu o poeta, bem jovem ainda – aos 12 anos teve seu primeiro poema publicado no jornal da cidade. Foi lá que nasceu o ator também – hoje profissional, antes amador – e que nasceu o bailarino, há alguns anos aposentado. Enfim, foi lá que nasceu a percepção de que arte era algo necessário para viver.

Em 2004, mudou-se para Londrina, no Paraná. Foi fazer mestrado em Estudos da Linguagem e em 2005 voltou para São Paulo. Atualmente, faz doutorado em Língua Portuguesa na PUC, é professor efetivo de português do IFSP (Instituto federal de São Paulo) e aluno do curso de Direito.

É autor dos livros Ensino de língua e literatura pela editora da UNICID e Linguagem Jurídica: conceito, teoria e prática" pela Editora Ensino Profissional e mantém, ainda, o blog www.escorpiaodesois.blogspot.com onde publica alguns poemas desde 2009.

 

Contatos:

Skook de Algarobas Urbanas

 


Conheça 03 poemas do livro Por tudo aquilo que o tempo não cura, de Leandro Luz:

 

Sem atraso


Neste tombo do tempo
Morri mil segundos
(Morro o tempo todo)
Vivo de morrer...

Quando um dia eu morrer enfim
Não quero tempo de olhar relógio
Quero morrer sem saber a hora em que morri.


E se me perguntarem na morte
A que hora morri
Direi que morri na hora exata

Sem atraso:
Morri na hora
Na exata hora
Em que parei de morrer

***

 

A pausa


De tanto me esquecer pelos cantos da vida – vejo que sobro. E esta sobra em que me transformei não tem reflexo nem conteúdo – só caminha passos velhos numa estrada sem curvas que jamais começa nem acaba.
Dei de acreditar que a vida é só uma pausa – enquanto a morte não vem.
Cá estou eu agora deitado no abismo, solto e preso no labirinto do que penso – tentando inventar uma curva na estrada de passos velhos.
Meus caminhos são outros, minha cara nem é esta, meu semblante – esqueci na primeira gaveta do criado mudo - e meus olhos piscam améns antes de dormir. De que adianta uma ponte no meio da estrada? – e de que adianta toda esta estrada se a vida é só uma pausa enquanto a morte não vem?


***

 

Pon/tem/po



Quando o olhar de um velho parece perdido
- mais perdido está quem nele nada lê –

O olhar fixo no vazio
- parado, assim, sem piscar –
de perdido nada tem

Só não é no hoje que ele está
Não é no agora que ele vê

Seu olhar é só o espanto do jovem
adivinho do velho a se olhar ‘inda jovem
... Afinal...
o olho envelhece - o olhar não.

 


 

Livro: Por tudo aquilo que o tempo não cura

Autor: Leandro Luz

Gênero: Poesia / Prosa poética

Número de Páginas: 136

Formato: 15x20

Preço: R$ 30,00 + frete